Sobre a Joana Voa Voa, escrito para contarem um pouco da minha história às crianças que participaram no serviço educativo da exposição Joana Voa Voa no Museu das Tapeçarias de Portalegre em 2008.
Como alguém que tinha saudades do S, ficou com ele para além do horário de trabalho da Joana Voa Voa, tive tempo para ir terminando mais umas encomendas que se estavam a atrasar.
Para a princesa Beatriz, porque a irmã mais velha Leonor já tinha um do formato antigo.
No colégio onde eu andei durante a pré-primária, faziam um jornal mensal com as noticias e desenhos dos meninos, nesto caso a sala dos ratinhos no ano de 1982.
Este foi o desenho que fiz da minha mãe para o tal Jornal da Sala dos ratinhos, tinha 3 anos, podem não acreditar mas apesar de ser um desenho de criança, consigo vê-la!
Uma ilustração da Fernanda Fragateiro, uma ilustradora que muito admiro.
A minha mãe enviou-me esta ilustração há uns anos atrás, quando estavamos mais afastadas, uma ilustração sobre uma Joaninha e sobre a palavra saudade, não podia coincidir mais e cada vez mais.
Certo dia, a joaninha quis saber o que era a saudade e um pássaro disse-lhe que a saudade é voar voar para longe e desejar voltar.
E a joaninha foi ter com o ratinho e perguntou-lhe o que era a saudade e o ratinho respondeu que saudade é um queijo que comeu e que não lhe sai da cabeça.
E a joaninha perguntou à terra o que era a saudade e a terra disse que a saudade é a memória do perfume de uma flor.
E a joaninha encontrou uma caixa vazia que lhe disse que estava cheia de saudades dela.
E a joaninha gostou tanto deste dia que mesmo antes do dia acabar já estava cheia de saudades... (e minha mãe acrescentou) do pai, da mãe e da casa.
...para conseguir fazer as ilustrações para os principes e princesas que já nasceram, porque decidiram vir antes do previsto e assim me deixaram o trabalho atrasado.
As ilustrações só dão mesmo para fazer com gosto e com happy thoughts, se não, não saem bem.
Foi das primeiras que fiz a flutuar no mar, adorei fazê-la, ficou mesmo gira!
E teve a sorte de ir para um quarto de uma princesa na Argentina, sitio onde eu nunca devo chegar a pôr os pés, um ilustrador que comprou para a filha que tinha nascido.
Pois é, felizmente tive uma encomenda de uma amiga de Coimbra que não se esquece de ir publicitando os meus trabalhos e encomendaram-me os calendários de aniversário.
Estes, para quem não se lembra.
Estive a embrulhá-los para os enviar para a Elisabete, ficaram giros os embrulhos.